quinta-feira, 3 de setembro de 2015

PÃO E ROSAS

Em 1912, houve uma greve no estado americano de Massachussetts, a qual teve uma participação massiva das mulheres, onde pela primeira vez foi utilizada a expressão "pão e rosas".

Entretanto, um ano antes, James Oppenheim, baseado num pronunciamento da ativista Rose Schneiderman, escreveu um poema com o mesmo nome.

Não é sobre esta emblemática história que PÃO E ROSAS (Bread and Roses - França, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Suíça/2000) se debruça, mas narra uma "dramédia" (termo que ouvi assistindo a um episódio de desenho animando de Patolino, o pato negro mal-humorado, que na ocasião queria criar um gênero único para seus filmes). Se assim não fosse, o enredo (muto bom) seria um pouquinho travoso. 

Maya imigra ilegalmente do México para os EUA, se instalando em Los Angeles, na casa de sua irmã Rosa, a qual já mora há anos na nação vizinha.

Por meio da irmã, Maya consegue emprego de faxineira num prédio que concentra conglomerados comerciais, e com pouquíssimo tempo de trabalho se depara com corriqueiras situações que tocam os estrangeiros que se dispõem a desempenhar a tarefa - perseguição pelos seus superiores (igualmente estrangeiros, manipulados pelos seus chefes americanos), pagamento de propina para evitar a deportação, extenuantes jornadas laborais etc.

Eis que surge Sam (Adrien Brody, premiado com o Oscar de Melhor Ator por O Pianista), um sindicalista americano empenhado em denunciar as irregularidades trabalhistas, o qual abraça a causa de Maya e de seus colegas.

Maya titubeia em se sindicalizar, pois supõe que esta atitude complicará ainda mais seu estado de clandestinidade, enfrentando tanto a insistência de Sam quanto o receio de sua irmã Rosa.

Prêmio de Melhor Filme Europeu no Festival do Rio BR 2000.

DE 0 A 10 = 8,5

As interpretações, mesmo dos figurantes, são dignas de muitos elogios.

Como produção independente, cujo foco seria tanto entreter como instruir, PÃO E ROSAS disserta seriamente com o espectador sobre consciência de classe, porém sem se render às pretensões de filme panfletário.

E com diversas situações cômicas vividas pelo elenco, Patolino, o inventor da "dramédia", teria se agradado bastante deste filme. 

Abaixo, trailer em espanhol.

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