quarta-feira, 20 de maio de 2015

TREM DA VIDA


A Vida é Bela, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1998, que desbancou, entre outros, o brasileiro Central do Brasil, mostrou ao mundo uma outra perspectiva - e humorística! - de um assunto espinhoso: o Holocausto Judeu na 2ª Guerra Mundial.


Mas engana-se quem pensa ter sido este o único filme a ousar uma releitura divertida de um período tão nefasto da história da humanidade.

Entre outros que se aventuraram neste sentido, TREM DA VIDA (Train de Vie - França, Bélgica, Holanda/1998) é bem menos conhecido, mas igualmente encantador. 

Narra a história de um shtetl (povoado tradicional judeu) em algum país da Europa Oriental, em plena 2ª Grande Guerra. 


Tudo está em paz, até que surge o boato de que os nazistas irão deportar todos os habitantes para os campos de concentração. 

E em meio ao tumulto, o bobo da aldeia, Shlomo, sugere uma ideia mais do que original: os próprios habitantes do shtetl construirão um trem, fingindo uma deportação, alguns deles se passando por nazistas e outros por prisioneiros.



Como única solução que resta, assim se sucede. E tem início a uma série de situações inenarráveis.

Premiado pela crítica internacional no Festival  de Veneza de 1998.

DE 0 A 10 = NOTA 10!

Não entendo até hoje como este filme ainda é tão desconhecido por alguns cinéfilos. 

Uma obra-prima do cinema político e grande amostra do cáustico e racional humor judaico.

Não tem como ficar indiferente diante do enredo muito bem elaborado. 

Por trás do jogo de poderes, ideologias distintas e incertezas quanto ao futuro, um libelo à vida se revela.


Os personagens são marcantes, todos desempenhando muito bem o papel que lhes coube.

E o líder dos rabinos, que figura! 

Assisto diversas vezes seguidas e não me canso.

Abaixo, uma cena antológica: o duelo musical entre os judeus fugitivos e um grupo de ciganos, outro povo que historicamente sofreu barbaridades nas mãos dos nazistas.




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