segunda-feira, 22 de junho de 2015

A BANDA

A BANDA foi real.


Ainda hoje me pego sem acreditar que o que se passou no filme A BANDA (Bikur ha-Tizmoret - Israel/2007) é baseado em fatos reais.

Ou seriam surreais, com todo o poder da palavra?

Mas foi, A BANDA aconteceu. Aconteceu de uma banda militar egípcia ir para Israel, a fim de se apresentar em um concerto, e se perder naquele pequeno e antagonista lugar.

Tendo marcado hora no aeroporto para serem pegos por uma van e chegarem a seu destino, os músicos acabam perambulando a esmo, tudo em razão de uma informação passada equivocadamente.

São recebidos numa minúscula cidade no meio do deserto, com seus melancólicos e invariáveis blocos de apartamentos, onde seus habitantes têm por rotina apenas observar as horas se passarem.

A princípio, como esperado, o primeiro contato dos nativos com estes extraterrestres não é muito amistoso (detalhe: nenhum deles fala hebraico, e apenas dois falam inglês).  Mas como as fronteiras políticas são invenções humanas, ao transpassá-las, ambos os lados vão descobrindo que têm muito a compartilhar.

Prêmio do Júri Coup de Coeur na mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes de 2007.

DE 0 A 10 = NOTA 9

Nunca torci tanto para um casal - o general líder da banda e a dona da lanchonete (a belíssima Ronit Elkabetz) - dar certo no cinema.


Cada um com sua guerra própria, buscando um cessar-fogo, assim como todos os outros personagens, que construindo juntos uma fábula (real!), enfim, fazem as horas que teimosamente passam quererem parar para, pela música ou pelas palavras incompreendidas, dizer a Isaque e a Ismael, filhos do patriarca Abraão, que a pendenga que eles começaram há milênios atrás já está na hora de acabar.

Trailer!




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