Nesta semana que passou, nos despedimos de um dos melhores atores de filmes clássicos e modernos, que encarnou personagens emblemáticos e foi pioneiro em sua arte, porque primeiro ator árabe a ganhar projeção no cinema.
Falo de OMAR SHARIF, nascido na cidade de Alexandria, no Egito, em 1932, o qual ficou internacionalmente conhecido como o protagonista de Doutor Jivago, trabalho que traz às telas o romance homônimo escrito por Boris Pasternak, além de atuar em Lawrence da Arábia, produção a qual é mais lembrada por ter tido Omar Sharif no elenco do que o próprio ator principal, Peter O´Toole, tanto que o nosso homenageado quase levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante naquele ano.
Falo de OMAR SHARIF, nascido na cidade de Alexandria, no Egito, em 1932, o qual ficou internacionalmente conhecido como o protagonista de Doutor Jivago, trabalho que traz às telas o romance homônimo escrito por Boris Pasternak, além de atuar em Lawrence da Arábia, produção a qual é mais lembrada por ter tido Omar Sharif no elenco do que o próprio ator principal, Peter O´Toole, tanto que o nosso homenageado quase levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante naquele ano.
É claro que Omar Sharif não se resume a estes dois épicos, pois atuou em dezenas de filmes para o cinema e a TV, e é sobre menos famoso, porém tão marcante quanto os demais, que "A Terceira Metade da Tela" aborda hoje, num tributo a este renomado artista.
UMA AMIZADE SEM FRONTEIRAS (Monsieur Ibrahim et le Fleurs du Coran - França/2003) é ambientado na Paris dos anos 60, onde o turco Ibrahim, vivido por Omar Sharif, é dono de uma pequena mercearia num subúrbio proletário, repleto de imigrantes e párias da sociedade.
Bem defronte à sua loja vive Momo, um menino judeu que mora com o pai depressivo num pequeno apartamento, e dada à ausência do seu genitor - que costuma sair para trabalhar e por vezes não volta tão cedo - Momo cria uma forte amizade com Ibrahim, ao mesmo tempo em que vivencia os primeiros anos da sua adolescência, aí se inserindo uma paixão não correspondida por uma vizinha.
Com o tempo, Ibrahim se torna um pai de facto para Momo, ensinando muito sobre sua crença sufi - uma vertente moderada do Islamismo - os negócios, a arte de conquistar mulheres, tudo em longas caminhadas pela cidade e mesmo no bairro em que estão.
E um acontecimento repentino torna esta relação mais intensa, levando-os a uma longa viagem, em sentidos real e figurado.
Prêmio César (o Oscar francês) de 2004 e do Festival Internacional de Veneza de 2003 como Melhor Ator para... OMAR SHARIF!
Difícil catalogar este filme - se drama, se comédia, se romance ou aventura.
Provavelmente tudo isso, já que uma real (mesmo) amizade possui estes ingredientes, indissolúveis na consistência em que se encontram, por todo o período que ela dura.
Independente de como rotulá-lo, é inesquecível.
Muito obrigado por mais essa, Omar Sharif.
E boa viagem, grande amigo!
Trailer abaixo em italiano.

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